sexta-feira, 31 de março de 2017

Sobre "Deixar pra lá"

Alguma vez na vida você já se perguntou "Putz! Por que estou me importando com isso/essa pessoa?" e ficou um tanto decepcionado consigo mesmo por não conseguir agir como se nada tivesse acontecido.
É difícil imaginar uma vida inteira sem algum tipo de questionamento desse naipe, sobretudo quando nos vemos envolvidos em algum tipo de relacionamento, seja ele amoroso, amistoso ou mesmo familiar.
A necessidade que temos em sentir falta de alguém aliada aos cuidados e preocupações que temos com esse mesmo alguém, faz com que fiquemos presos, por assim dizer, numa bolha sentimental que muitas vezes pode indicar duas coisas bem distintas: Ou uma excessiva possessividade na relação, alimentada por ciúme e insegurança ou, em outra ponta (mas nem tanto), falta ou mesmo ausência de amor-próprio.
Vejamos dois questionamentos bem diretos e que podem nos fazer parar um pouco e pensar com mais clareza:

1 - a pessoa em questão se importa com o fato de você se importar com ela?
2 - a pessoa em questão se importaria contigo no caso de uma situação inversa?

Se, para ambas as perguntas, as respostas forem negativas, sinto dizer mas o problema realmente não está na outra pessoa.
É preciso que saibamos que relações, sejam elas em que patamar estejam e, por mais que tenham um lado um pouco mais pesado que o outro em determinados momentos, devem sempre se equilibrar. Caso não ocorra esse equilíbrio de modo algum ou pelo menos com uma certa frequência, "ligue o foda-se" e vá ser feliz e deixar que sejam.

Pode ser que não funcione no começo, mas com uma certa prática, as diferenças minimizam ou, quem sabe até, você possa desfrutar de uma ocasional e, talvez, mais feliz vida de solteiro.

terça-feira, 21 de março de 2017

Sobre o que temos em nossa essência

Certo dia, conversei com alguém sobre as mudanças que nossa forma de pensar adquire com o passar dos anos e com as experiências adquiridas.
Diria que foi um diálogo bem franco, onde as palavras saíam sem maiores problemas e onde inseguranças, medos e realidades diferentes se misturavam, dando um ar objetivo e sincero ao assunto.
Seguindo toda essa sinceridade, expus uma opinião bem própria sobre as pessoas e suas atitudes para com os próximos: a capacidade que cada um tem de manter sua essência, mesmo diante de uma enxurrada de informações e levando em consideração toda uma evolução emocional, onde a maturidade desponta como liderança principal da mente.
Veja bem, falo em "essência".
Por maiores que sejam as mudança sofridas na vida de uma pessoa, se ela tem um passado carismático, ela tende a ser carismática também na sequência de sua vida.
Egoísmo, austruismo, carinho, empatia, impaciência, ansiedade, desenvoltura, sensibilidade, aspereza...
Todas essas características, por mais que, ao longo do tempo se lapidem, terão sempre o mesmo núcleo e estarão entranhados em uma pessoa.
Nós não mudamos por ninguém e, tampouco, ninguém por nós.
As pessoas se modificam por elas mesmas e provisoriamente; mudam quando acreditam que esta mudança poderá trazer benefícios a sua vida, sejam eles de que tipo forem.
Por mais que isso soe como pura e unicamente egoísta, é humano. Essencialmente humano.
Vivemos em função do tempo, do momento.
Utilizamos nossos principais atributos em escala maior ou menor, dependendo, logicamente, da vantagem que queremos tirar de um instante.

"Os humanos são tão interessantes".

"Deixa estar".

quinta-feira, 2 de março de 2017

Sobre Se Sentir Um Trouxa

Tristeza aliada à ciúmes já foram motivos que me deixaram bastante estressados nesse atual relacionamento. Cada um que sente intensamente uma relação passa por isso.
Às vezes, por mais que você queira evitar certos "pensamentos difusos", eles teimam em se fazer presentes e terminam por desgastar um dia, uma semana, um momento que era pra ser de alegria.
Mas, e quando o sentimento em questão não vem de ciúme ou tristeza?
E quando ele começa com decepção e depois se torna raiva?
Sinceramente falando, já me culpei bastante por inúmeros desentendimentos recentes e tento melhorar a cada derrapada que dou por saber que elas foram "fabricadas", por assim dizer. Entretanto, mais recentemente, várias coisas passaram de um estágio de insegurança e tristeza para pura decepção e, posteriormente, raiva.
Havia muito tempo que eu não sentia algo tão negativo vindo de uma pessoa que eu considerava tão cheia de motivos para se elogiar. Penso que, quando se entra em um namoro, vez por outra o casal brinca e planeja algum futuro promissor juntos.
Esse semana, porém, alguns fatos me chatearam bastante e me fizeram até a questionar sobre o porquê de uma pessoa estar ao meu lado e só conseguir falar do futuro em primeira pessoa.
Ou quando você está desabafando e essa pessoa mal olha em seus olhos para te levar à sério?
Ou quando você manda algo da internet ou uma música, todo empolgado, e a pessoa nem sequer se dá ao trabalho de olhar/ouvir?
Ou quando você está todo empolgado em vê-la e, de repente, percebe que ela não está tão empolgada assim.
Sei que não sou a melhor pessoa do mundo, tampouco o melhor namorado - acho até que piorei bastante de 2015 pra cá -, mas, francamente, pergunto-me como será que uma pessoa está sentindo numa vida "à dois" assim.

- Não, rapaz, mas ela tem as preocupações dela, o curso, essas coisas...
Não, rapaz, mas você já terminou com ela uma vez. É normal que ela se porte mais fria em relação a outra vez...
- Não, rapaz, isso tudo é coisa da sua cabeça, daí fica perdendo tempo encucando com isso.

OK, amigos... Mas, eu pergunto: E se fosse o contrário?

Honestamente, não tenho medo de uma possível rejeição por parte de ninguém. Já passei por isso, sei o quanto dói, mas também sei q passa e que a gente termina até evoluindo. O que mais me incomoda, na verdade, é a dúvida.
É possível dizer q isso é amor? Ou seria só conveniência?
Hoje, conversando com uma amiga minha  de mais de 10 anos, peguei-me intrigado pela seguinte afirmação dela "Júlio, e se não for o tempo dela para pensar em uma relação duradoura? Ela é bem mais jovem que você e talvez não queira pensar em um futuro à dois, estando apenas confusa por estar numa relação, novamente".

Se pelo menos ela me desse um posicionamento, talvez eu soubesse se teria que pegar meu barco pra o outro lado ou não.
No mais, depois de tantas perguntas sobre se sou eu quem estou agindo na pressão, agora me sinto um verdadeiro trouxa por parecer que somente eu preocupo com a relação e somente eu gosto de priorizar uma maior proximidade nossa em relação a outras coisas.

Carinho, companheirismo, respeito, empatia, amor...
É isso que uma relação normal não-perfeita teria.

É isso que temos agora?

 
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