sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Sobre Nós na Garganta

Eu precisava falar.
Precisava expor tudo.
Precisava desatar.
Uma bomba-relógio, quase.

Devo admitir: eu já tive dias melhores.
Lembro de como tudo era mais fácil entre os anos de 2013 e 2015, quando eu tão somente vivia cada dia sem tentar olhar à frente, sem pôr sentimento em tudo. Sem tanto romantismo, tanta saudade, tanta vontade de ver.
Sem tanta necessidade de sentir que tinha alguém ali pra dizer que gostava de mim. Era como se, quando eu estivesse com aquela pessoa, eu me sentisse tranquilo e, quando nos separamos, eu não sentisse a necessidade de ter alguém sempre.
Mas, aí...
Quando se retoma uma relação, tem-se que pôr na cabeça que nada será igual, que houve desgaste, que houve toda e qualquer experiência de ambas as partes.
É preciso adaptar-se a uma nova pessoa com algumas características de uma antiga pessoa.
É preciso adaptar o amor que se dá a pessoa e saber assimilar o amor que se recebe.
É, acima de tudo, é preciso adaptar o amor-próprio. Saber fazer novas divisões; ter novas mentalidades; admitir certas coisa.
"Mas isso não seria mudar-se em toda essência"?
Talvez.
Se isso é possível ou não, cabe ao amor responder.
O amor - esse sentimento que aproxima tanto pessoas tão diferentes - tem de ser companheiro, paciente e equilibrado.
Uma relação que une todos esses sentimento aliado à empatia, carinho e dedicação tende a dar certo.
Isso é perfeição?
Não. Isso é compartilhamento. Isso é "dar certo".

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