segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Sobre auto-avaliações

Olá, blog, como vai você?
Pois é, rapaz... Andei meio sumido... Não por falta de histórias pra contar ou falta de alegrias e/ou tristezas, obviamente, mas tão simplesmente por nunca mais parar para fazer uma reavaliação sobre mim mesmo.
Vejamos como eu era bem interessante quando escrevia por aqui e conseguia desabafar tudo em frases que nunca seriam lidas por ninguém...
Ah, cara! Isso era o máximo!
Uma pena me tornar alguém tão vazio em tão pouco tempo... Ter achado que aproveitei tão bem esses últimos pouco mais de 18 meses... É quase como um balão cheio de ar que sai voando, imponente, pelo céu e, não mais que de repente, estoura e cai às migalhas.
Eu me sinto bobo quando lembro quão perfeitas as coisas eram e o quanto eu lutei pra perder tudo.
Sim, obviamente falo em relação a ter tido uma pessoa que sempre me apoiou, riu de minhas piores piadas e fez planos variados comigo durante mais de dois anos. Em como eu simplesmente desliguei e disse tudo havia acabado;
Falo em relação a voltar a conviver com alguém que me deixou no chão em um momento anterior e, finalmente, perceber que aquilo não era pra mim;
Falo em como eu sentia realizado em ter pessoas por míseros dias e depois, simplesmente, descarta-las como se fosse um papel velho jogado no chão;
Em como beber e não lembrar de quase nada no outro dia parecia bom, mesmo que isso não fizesse o mínimo sentido.
Por sorte, pelo destino, ou Deus, ou uma reunião dessas forças, parecia que finalmente as coisas pareciam ter entrado nos eixos e, aquela pessoa lá detrás, que me apoiava, que fazia planos comigo, terminou me aceitando de volta, de braços abertos.
Claro que, depois de toda tempestade que fiz, ela não seria mais a mesmo pessoa. Seria insegura, desconfiada, com a língua mais afiada e, quem sabe até, mais fria.
Sim, claro... Depois de tudo, de toda esse tempo, de toda bagunça, claro que isso seria normal, não é mesmo?
Sim, seria se eu também não tivesse ficado pior que isso.
Definitivamente, eu não queria pensar e comparar a quantidade de desentendimentos que tivemos em dois anos e em quantos tivemos em 4 meses porque vai parecer mentira se eu disser que é quatro (ou mais) vezes maior que antes.
O que mais dói é saber que 90℅ dos desentendimentos foram causados por você e depois se sentir um adolescente de 15 anos, inseguro, e apegado a um passado que você mesmo criou.
Por que eu estou escrevendo isso aqui? Realmente, não sei. Talvez pra que eu possa entender e me abrir os olhos; Talvez pra que eu finalmente perceba que segundas chances para ser feliz existam e quem põe tudo a perder somos nós mesmos;
Talvez pra dar um voto de confiança a uma pessoa que sempre guardou o melhor dela pra você.
Talvez pra entender de uma vez por todas que não é um relacionamento vazio;
Talvez pra que eu deixe que tenhamos aquela paz de antes, aquele riso de antes.
Não. Não estou aqui supervalorizando ninguém ou mesmo me desvalorizando.
O que estou fazendo aqui é tomando um nota sobre como ser feliz; sobre o quanto os fantasmas do passado ainda me assustam e me impedem de estar 100℅ focado.
Sim, blog. Voltei.
Foi bom ter você pra me escutar de novo.
Foi bom me escutar de novo.

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