terça-feira, 11 de março de 2014

Mar

(...) E tem o mar, sabe?! Ele me traz uma vontade maluca de viver intensamente, sem medos, e de ter paz de espírito. Ele é tão intenso, tão imenso... Dias calmos; dias agitados.
Como eu.
Acho que é mais ou menos isso mesmo. Por isso gosto tanto de conversar com ele, por isso gosto tanto de desabafar, desabar enquanto as ondas quebram. 
Não dá pra dominar o mar, mas você ainda consegue ir conhecendo-o aos poucos e ir convivendo em harmonia com ele. Você pode perder-se em seu interior se for muito ao fundo; se achar que o conhece demais.
Eu sou um mar, é verdade. Sou um mar perdido em si mesmo.
Um mar que se mostra tranquilo aos olhos dos outros, mas que vive agitado quando está fora do alcance dos olhar.
Sou um mar que gosta de acalmar boas almas, mas que por vezes só quer ser acalmado. Sou mar que acumula dores e expressa-as em sorriso. 
Mar tranquilo, mar revolto.

Acho que é mais ou menos isso mesmo...
O mar me acalma, afinal.

Infelizmente, felizmente, o mar.

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