terça-feira, 11 de março de 2014

Mar

(...) E tem o mar, sabe?! Ele me traz uma vontade maluca de viver intensamente, sem medos, e de ter paz de espírito. Ele é tão intenso, tão imenso... Dias calmos; dias agitados.
Como eu.
Acho que é mais ou menos isso mesmo. Por isso gosto tanto de conversar com ele, por isso gosto tanto de desabafar, desabar enquanto as ondas quebram. 
Não dá pra dominar o mar, mas você ainda consegue ir conhecendo-o aos poucos e ir convivendo em harmonia com ele. Você pode perder-se em seu interior se for muito ao fundo; se achar que o conhece demais.
Eu sou um mar, é verdade. Sou um mar perdido em si mesmo.
Um mar que se mostra tranquilo aos olhos dos outros, mas que vive agitado quando está fora do alcance dos olhar.
Sou um mar que gosta de acalmar boas almas, mas que por vezes só quer ser acalmado. Sou mar que acumula dores e expressa-as em sorriso. 
Mar tranquilo, mar revolto.

Acho que é mais ou menos isso mesmo...
O mar me acalma, afinal.

Infelizmente, felizmente, o mar.

quinta-feira, 6 de março de 2014

À Panos Limpos ou Incômodo

Incômodo.
É difícil definir um sentimento quando ele é novo; quando ele chega numa situação totalmente atípica, sobretudo quando se fala em uma relação, até então, extremamente sólida e sincera.
Tristeza ou um pouco de raiva.
É novo, sim. Tudo novo para nós: essa sinceridade toda, essa felicidade toda, esse magnetismo todo... Essas diferenças todas... Vai ver é por isso que estou assim... Como se faltasse um pedaço; como se tivesse acabado de levar um soco no estômago... Um muro que acaba de perder um tijolo ou algo assim.
Bem sei que nós mudamos muito (e pra melhor) desde aqueles meses primeiros; bem sei que o mundo ao nosso redor também mudou muito, daí a real necessidade de nos adaptarmos a mais coisas do que numa circunstância anterior. É preciso. É vital.
Tenho um modo um tanto imutável de pensar as coisas, acreditando que quando se faz certas escolhas, de um modo ou de outro, elas terminam interferindo diretamente nas pessoas que te cercam e, principalmente em um relacionamento, as escolhas que nós fazemos acabam sendo vitais na boa manutenção desta relação.
Acredito que eu já tenha feito minhas escolhas, baseadas não só em meu próprio nariz, mas em cima de todo um carinho, sinceridade, intimidade, lealdade, amor e respeito que tenho para com quem está ao meu lado. Sob esse ponto de vista, estou sim, disposto a aceitar determinadas situações que outrora não aceitava, mas, em contrapartida, acredito que outras aceitações sejam muito mais produto da escolha da própria outra pessoa do que de mim mesmo.
Cada um sabe o que traz tristeza, raiva ou decepção ao outro. Cada um sabe das escolhas que tem de fazer e as consequências que estas escolhas vão trazer. Cada um sabe o que vale a pena ou não. Ou quem vale a pena ou não. É questão de prioridade e princípios.
Apesar dessa peculiaridade, tenho que admitir que a felicidade que estou sentindo hoje é impar. Valeu à pena ter quebrado todos aqueles paradigmas que eu possuía antes e que queria, realmente perder. Foi bom para que eu aprendesse melhor a entender que uma relação é feito de duas cabeças pensando juntas e não pensando separadas.
Às vezes, é bom fechar os olhos e falar tudo que se está sentido, desabafar. Não é preciso falar tanto, repetir tanto. A outra pessoa simplesmente entende e respeita sua forma de pensar.
Mas a tudo a exceções e somos nós quem às escolhemos.
Estou feliz e acredito que ainda vou compartilhar muita felicidade por conta dela e ao seu lado.
Mas... Há esse incômodo.
Ele seguirá cada dia mais silencioso, mais doloroso.

Preciso do mar pra pensar.
Preciso falar menos alto para mim mesmo.
 
Free Blogger Templates