quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Sobre Quintas-feiras

Às vezes, parece-me que a quinta-feira possui a noite mais longa semana.
Sei lá... É como se eu dormisse em um colchão duro e desconfortável sabendo que no dia seguinte um novinho, extremamente macio, que se adapta perfeitamente ao meu corpo, estaria ao meu dispor.
Metáforas para saudade.
Saudade de tudo: de olhar, do abraço, do beijo na testa, do cheiro de seu pescoço suado. Saudade de tê-la sorrindo comigo, de mim ou por mim.
Sinto saudade todos os dias. Sou feito dela, talvez.
Saudade, não um drama de vida ou morte. Saudade apenas.
Paz em forma de saudade, quem sabe. Aquela sensação de ser sempre querido, de ficar bem sendo eu mesmo. De fazer outra pessoa feliz sendo eu mesmo. De pensar no passado e no futuro ao mesmo tempo, mas de na realidade, estar tão somente provando do presente.
Essa é a saudade. Aquela que todos deveriam provar de um pouco pelo menos uma vez na vida.
Diz-se que a gente pode matar a saudade, mas pra que matá-la?  Ela vive de novo.
Na realidade a gente nunca mata a saudade, apenas adquirimos um pouco mais dela, um tanto mais de pensamentos bons, cheiros, gostos pra lembrar noutro dia, noutra noite de quinta-feira, em cima de um colchão duro, esperando as horas passar lentamente.
Adquirindo um pouco mais de paz.
Sorrindo bobamente, feito criança que acaba de saber que ganhará doces.

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