quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sobre o ontem e o hoje [Nota]

Desde quando percebi que, por diversas vezes, relembrar experiências do passado pode atrapalhar o presente decidi que meus próximos passos na vida seriam todos em cima do próprio presente.
Sei lá... A gente passa por coisas que em lugar de trazer conhecimento, paz de espírito, acabam mais por nos 'presentear' com tensões, traumas e angústias, o que acaba tornando o dia-a-dia muito mais um filme de drama e terror do que uma comédia ou aventura.
Entretanto, ainda que eu esteja disposto a agir dessa forma até quando achar que seja certa, nesses últimos meses - ou neste início de ano, mais especificamente - foi impossível não trazer o passado à tona.
Sim, trazê-lo de volta. Mas para até minha surpresa não fora da maneira pior possível, como imaginei.
Não, o passado não me trouxe medo, tensões, traumas e toda essas coisas que me dariam um frio na espinha só de imaginar, muito pelo contrário. Pensar em como era minha vida no início de 2013 e comparar com início de 2014 é como querer comparar um velório e uma festa de formatura, tamanha a disparidade. Muita coisa mudou: as pessoas, os amigos, as responsabilidades, as cidades, o amor.
Eu.
Eu mudei.
Mudei não meu tratamento com as pessoas, não meu jeito de ser. Mas mudei algo muito maior: minha forma de me autoavaliar, minhas prioridades e até mesmo minha fé, que andava meio cambaleante, tempos atrás.
Devo admitir que me sinto um pouco mais adulto, diante de tantas novidades que a vida vem me impondo, seja em que campo for. Claro que isso estranha um pouco, mas, ao mesmo tempo, faz-me estranhamente feliz.
Astrologicamente falando, todo libriano tende a ser indeciso. Eu, como bom representante da classe, sempre fui - e até de modo significativo - assim. 
Uma roupa que fosse pra escolher; um filme; uma pessoa como quem estivesse saindo; até um sabor de sorvete que fosse: absolutamente tudo era motivo de uma grande reflexão e tempos e tempos de dúvidas.
Ironicamente, apesar de toda essa análise sobre o mundo, nem sempre as escolhas mais corretas eram feitas e exatamente isso começou a me incomodar e me fazer culpar o passado por determinadas más decisões que tomava no presente.
Depois de muitas burradas, mais ou menos em meados do ano passado alguns fatos começaram a me fazer ver que não era propriamente o mundo que me cercava o principal responsável por algumas más decisões, mas, muito mais, eu mesmo.
Hoje, é como se um universo de ideias, paixões, sonhos, medos e certezas estivessem muito mais próximos do meu campo de visão, permitindo, assim, que eu possa saber claramente o que quero, como, quando e onde quero.
Arriscar ou não??
Talvez sim... Talvez não... Depende do que for pra decidir.
Ao menos nos estudos, trabalho, amizades e amor, acho que arrisquei um "sim" com uma certeza que até então nunca tinha tido.
Venho acertando.
A vida é um desafio que não dá espaço para tantas avaliações.
Escolhi ser feliz.
Sem dúvidas. Sem medos. Sem traumas passados.

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