domingo, 7 de dezembro de 2014

Antes que dure o amor


E de antes, veio cheiro.
O riso à calma.

Olhou como bobo,
Quis pela mão,
Cintura,
Lábios.

Paixão em fogo de cor incerta,
Em cruel inocência, 
Cruel dúvida.
Medo.

E de antes do amor,
Tomou-a pelo peito, alma e sentidos.
Encruzilhou-se na alegria ou ilusão.

E amantes, tornar-se-iam.

E de antes do medo do amor,
Antes mesmo do sentido do amor,
Entregou-se à ela,
À quis e ela à ele.

Antes, antes que dure o amor.
Viveram-no,
Nele viveram
(E ainda vivem).

Sem tempo a contar.
Sem lágrimas.
Sem quaisquer descrição mundana do amor.

Apenas a deles.

Ele, Ela e o Amor.

Antes mesmo dele durar.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sobre Felicidade, Tempo e Pessoas.

Então, cá estou eu...
Meses depois, depois de muito rir, às vezes falar mais sério e até se irritar, a gente aprende quão estranha, surpreendente e inesperada é a felicidade.
Claro, é evidente que a felicidade é um estado de espírito e, como todo estado de espírito, é temporária. Mas é justamente nessa temporalidade, ou melhor, em como se dá, intensifica e, cada vez mais, se perpetua, que eu digo - e não é pura força de momento -, 'sim, eu estou muito feliz. Obrigado.'
Sinceramente, eu não poderia imaginar que duas pessoas de características tão distintas pudessem se encaixar, se atrair e se respeitar tão bem. Fiz de tudo para não pensar se tudo que estava vivendo não era tão somente um amenizador ou uma outra experiência que me traria apenas mais 'dicas do que não fazer'. Mas, sabe, eu estava errado.
Eu estava errado em achar que as pessoas eram todas iguais;
Eu estava errado em achar que 'esse lance de relação séria não era pra mim;
Eu estava errado em taxar algo como impossível sem ao menos tentar;
Eu estava errado em achar que não conseguiria confiar em mais ninguém;
Eu estava errado em pensar que amor, compreensão, amizade, respeito, confiança e pacíência entre duas pessoas eram impossíveis de coexistir;
Eu estava errado em pensar que era errado fazer planos, sonhar junto com uma pessoa e ao lado dela.
Sim, felicidade existe. Felicidade ao lado de alguém, com alguém, para ser dividida, compartilhada, feita e recriada todos os dias.
Obrigado, felicidade.
Obrigado, você, moça que faz tão bem.
A felicidade é sim, um estado de espírito.
Temporária, sim, mas vale a pena. Vale a pena quando se tem amor, compreensão, respeito, confiança e paciência.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Penumbra

... e então, baixou os ombros, baixou a voz.

Suspirou.
Sua guarda estava baixa - ainda mais. Não que ele se importasse, mas dessa vez era diferente.
Não era lamento o que ele sentia. Ele apenas não sabia explicar o que não sentia, aquela falta de algo que também não era saudade, não era dor, não era nada.
Foi à cozinha, cortou um pão e não comeu. Não era fome o que tinha.
Ele apenas não sabia explicar a si mesmo porque palavras lhe faltavam para explicar, para se culpar. Para ceder.
Sentou-se no chão à beira da cama e olhou para uma foto antiga cravada no espelho do quarto.
Era amor o que sentia, afinal. Ele sabia.
Baixou a cabeça e sorriu antes que a lágrima solitária que escorrera pelo seu rosto tocasse o chão.

- Não é nada, ora bolas.

De fato, não era nada.
Nem bom, nem ruim, nem quente, nem frio.
Não era nada além de um vazio e uma certeza.

Levantou-se, apagou a luz e se deitou.
Ia fingir sono e sonhos para o outro dia.

Fechou o corpo e baixou os olhos.
Rezou baixinho.
Havia algo de novo, apesar de tudo.

Amanhã seria um novo dia.

terça-feira, 11 de março de 2014

Mar

(...) E tem o mar, sabe?! Ele me traz uma vontade maluca de viver intensamente, sem medos, e de ter paz de espírito. Ele é tão intenso, tão imenso... Dias calmos; dias agitados.
Como eu.
Acho que é mais ou menos isso mesmo. Por isso gosto tanto de conversar com ele, por isso gosto tanto de desabafar, desabar enquanto as ondas quebram. 
Não dá pra dominar o mar, mas você ainda consegue ir conhecendo-o aos poucos e ir convivendo em harmonia com ele. Você pode perder-se em seu interior se for muito ao fundo; se achar que o conhece demais.
Eu sou um mar, é verdade. Sou um mar perdido em si mesmo.
Um mar que se mostra tranquilo aos olhos dos outros, mas que vive agitado quando está fora do alcance dos olhar.
Sou um mar que gosta de acalmar boas almas, mas que por vezes só quer ser acalmado. Sou mar que acumula dores e expressa-as em sorriso. 
Mar tranquilo, mar revolto.

Acho que é mais ou menos isso mesmo...
O mar me acalma, afinal.

Infelizmente, felizmente, o mar.

quinta-feira, 6 de março de 2014

À Panos Limpos ou Incômodo

Incômodo.
É difícil definir um sentimento quando ele é novo; quando ele chega numa situação totalmente atípica, sobretudo quando se fala em uma relação, até então, extremamente sólida e sincera.
Tristeza ou um pouco de raiva.
É novo, sim. Tudo novo para nós: essa sinceridade toda, essa felicidade toda, esse magnetismo todo... Essas diferenças todas... Vai ver é por isso que estou assim... Como se faltasse um pedaço; como se tivesse acabado de levar um soco no estômago... Um muro que acaba de perder um tijolo ou algo assim.
Bem sei que nós mudamos muito (e pra melhor) desde aqueles meses primeiros; bem sei que o mundo ao nosso redor também mudou muito, daí a real necessidade de nos adaptarmos a mais coisas do que numa circunstância anterior. É preciso. É vital.
Tenho um modo um tanto imutável de pensar as coisas, acreditando que quando se faz certas escolhas, de um modo ou de outro, elas terminam interferindo diretamente nas pessoas que te cercam e, principalmente em um relacionamento, as escolhas que nós fazemos acabam sendo vitais na boa manutenção desta relação.
Acredito que eu já tenha feito minhas escolhas, baseadas não só em meu próprio nariz, mas em cima de todo um carinho, sinceridade, intimidade, lealdade, amor e respeito que tenho para com quem está ao meu lado. Sob esse ponto de vista, estou sim, disposto a aceitar determinadas situações que outrora não aceitava, mas, em contrapartida, acredito que outras aceitações sejam muito mais produto da escolha da própria outra pessoa do que de mim mesmo.
Cada um sabe o que traz tristeza, raiva ou decepção ao outro. Cada um sabe das escolhas que tem de fazer e as consequências que estas escolhas vão trazer. Cada um sabe o que vale a pena ou não. Ou quem vale a pena ou não. É questão de prioridade e princípios.
Apesar dessa peculiaridade, tenho que admitir que a felicidade que estou sentindo hoje é impar. Valeu à pena ter quebrado todos aqueles paradigmas que eu possuía antes e que queria, realmente perder. Foi bom para que eu aprendesse melhor a entender que uma relação é feito de duas cabeças pensando juntas e não pensando separadas.
Às vezes, é bom fechar os olhos e falar tudo que se está sentido, desabafar. Não é preciso falar tanto, repetir tanto. A outra pessoa simplesmente entende e respeita sua forma de pensar.
Mas a tudo a exceções e somos nós quem às escolhemos.
Estou feliz e acredito que ainda vou compartilhar muita felicidade por conta dela e ao seu lado.
Mas... Há esse incômodo.
Ele seguirá cada dia mais silencioso, mais doloroso.

Preciso do mar pra pensar.
Preciso falar menos alto para mim mesmo.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Insônia

Há noites em que um abraço apertado aliado a um "tudo vai ficar bem" são as únicas coisas que podem te proteger do frio, sobretudo aquele frio que vem de dentro, que te dá medo...

Se algum dia me perguntassem o que eu gostaria de mudar em mim mesmo, certamente não falaria uma palavra sequer, mas teria absoluta certeza que gostaria de perder esse frio que tanto assombra minha barriga em alguns momentos, esse no dó que dá em minha garganta,  todas essas dúvidas que tenho entre falar ou não falar; expressar ou não expressar; agir ou não agir.
Gostaria de saber controlar essa intensidade tola que me faz viver um dia como se fosse o último, que me faz achar ser emoção, não razão. Essa intensidade que me faz contar os dias até o final de semana. Que me faz pensar em como seria lindo quando estivéssemos com nossos netos. Que me faz achar que um mero sorriso é capaz de acabar com todos os problemas ao meu redor.
Acho-me bobo. Adolescente. Infantil.
Acho-me mais bobo, adolescente e infantil ainda quando penso que outras pessoas não notam ou entendem quando tento me esconder dessa intensidade. Ou quando penso que elas vão notar e entender.
Acho-me bobo, adolescente e infantil por não saber controlar meus sentimentos, minha saudade, minha dependência.
Por não saber esperar.
Por, às vezes, querer o gosto, o cheiro, o tato, a voz. Por achar que algumas vezes tudo tem de ser só meu.
Acho-me bobo por não saber ser tão razão.

Acho-me bobo e tenho frio e insônia por pensar nisso tudo. Por escrever isso tudo.
Por ser assim aos vinte e cinco.

Um abraço seria bom agora. Um abraço bem quente.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Relato Mais ou Menos Fiel em 3ª Pessoa da Vida De Um Rapaz Mais ou Menos


Ele sempre foi mais ou menos. Às vezes mais, às vezes menos.
Quando pequeno, sempre tivera entre as notas mais destacadas de suas salas; também era um dos menos favoritos dos professores. Adorava estudar, ler histórias das guerras mundo afora, fazer cálculos matemáticos, entender os animais e plantas. Gostava também de conversar, sobretudo em aula, o que lhe rendeu algumas visitas à secretaria e até duas mudanças de turma nos anos seguintes.
Ele sempre foi mais ou menos.
Apesar do contato com os mais populares, preferia criar laços de amizade com os menos evidenciados da turma. Isso lhes rendeu alguns colegas mais populares e alguns colegas menos populares, tamanha o desamor entre eles. 
Era mais ou menos entre os pais também. Nunca deu muito trabalho, sabia da dificuldade que eles já tinham. Buscava cooperar. Mas também caprichava quando resolvia contradizê-los. Estava crescendo, afinal. Era um jovem confuso. Sempre fora. Bem mais ou menos.
Com as garotas também era a mesma história. Sempre gostava de mais ou menos.
Nunca se interessou pela mais bonita, mas também nunca se interessou pela menos, apesar de achar lindas todas as com quem se relacionou. Nunca foi bom de lábia, mas também nunca foi ruim. Às vezes era preciso um sorriso, noutras uma vodca, noutras ainda, um momento de insensatez. Namorou mais com umas, menos com outras. Gostou mais de uma, menos de outra. Sempre nesse tic-tac.
Ele sempre foi mais ou menos, até que resolveu variar de mais ou menos para mais mais ou menos menos.
Hoje, ele fica aí deitado, escrevendo alguns textos mais ou menos, alguns mais criativos, outros menos. 
Formou-se em jornalismo, aliás. Isso deve ter mais ou menos uma ligação. 
Trabalha numa empresa mais ou menos, numa função mais ou menos, sonhando, nuns dias mais noutros menos, crescer um pouco mais de vida, gastando um pouco menos de tempo.
Seguiu amizade com boa parte dos que conheceu no ensino médio, uns mais, outros menos, mas chama a todos de amigos, sendo melhores ou não.
Namora novamente. Precisou tanto do sorriso, quanto da vodca, dessa vez. Um mais, outro menos. Acha-a linda também. Queria que fossem mais parecidos e gostaria que morassem menos distante. Ama-a assim mesmo.
No geral, ele se considera mais ou menos feliz, de acordo com o campo. Gostaria de ser mais feliz, mas às vezes acredita que está no lucro. Ainda sim, gostaria de ser mais persistente, ter menos medos; gostaria de ser mais racional, menos emocional. 
Gostaria de poder ver as ondas do mar e ouvir o barulho da chuva mais vezes, mas gostaria de depender menos deles para se sentir seguro.
Ele sempre foi mais menos, mesmo querendo ser mais mais e menos menos.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Sobre Máscaras Velhas e Palhaços


Algum dia você já reparou em quantas máscaras já usou durante sua vida?
Aquela quinta-feira em que você teve de fingir ser forte pra dar força a alguém num momento triste. Naquele dia, tudo que você mais queria era chorar num canto, baixinho, sem que ninguém percebesse.
Teve aquele sábado também, sabe? Aquele em que você morreu de ciúmes da pessoa na qual gostava e ainda sim, manteve-se sorridente durante todo o tempo para aquilo não ser motivo de aborrecimento para vocês.
E aquele dia em que você fingiu que tudo estava bem para não preocupar a todos quando na verdade você estava morrendo por dentro?
Acho que o ser humanos é assim mesmo: usa máscaras como um antidepressivo, uma forma de fazer todos acreditarem que tudo vai perfeito, que você é a pessoa mais satisfeita do mundo.
Mas, não. Você não é.
Tampouco é a mais feliz. Bem menos que isso, na realidade.
Você gosta de ver os outros felizes. Te dá uma satisfação imensa saber que as pessoas mais importantes de sua vida estão se sentindo confortáveis pois sabem que você é um palhaço de bem com a vida.
Mas palhaços também choram. Palhaços também se decepcionam, sentem raiva. 
Querem deixar de ser palhaços. (Ou ao menos que os outros os vejam como mais do que apenas palhaços.)
Chega um momento que a máscara cansa. Que a maquiagem escorre e o que você quer é esconder o verdadeiro rosto de seu verdadeiro eu.
Usa as mãos. Deixa pistas.
Você deixa de rir com tanto frequência; deixa de falar muito; fala mais baixo, menos eufórico.
Você muda um pouco.
Daí os outros percebem...
Daí, lembram que você ainda é o palhaço.
Daí, deixam pra lá.
Daí, você vai e se maquia de novo, põe a máscara de novo.
Você é o palhaço. Mais um no meio de tantos outros que passam despercebidos, assim como você.
Mais um nessa vida de espetáculo em que o mundo parece estar metido.
Vai e segue agindo como um, mesmo com a dor, mesmo com o desapontamento, mesmo com a raiva. Mesmo com todo o amor e angústias que você traz no peito.

"Inocente é uma palavra muito nobre. Estúpido é mais realista. Somos todos palhaços de alguém." (A Dama de Shanghai) 


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Sobre Quintas-feiras

Às vezes, parece-me que a quinta-feira possui a noite mais longa semana.
Sei lá... É como se eu dormisse em um colchão duro e desconfortável sabendo que no dia seguinte um novinho, extremamente macio, que se adapta perfeitamente ao meu corpo, estaria ao meu dispor.
Metáforas para saudade.
Saudade de tudo: de olhar, do abraço, do beijo na testa, do cheiro de seu pescoço suado. Saudade de tê-la sorrindo comigo, de mim ou por mim.
Sinto saudade todos os dias. Sou feito dela, talvez.
Saudade, não um drama de vida ou morte. Saudade apenas.
Paz em forma de saudade, quem sabe. Aquela sensação de ser sempre querido, de ficar bem sendo eu mesmo. De fazer outra pessoa feliz sendo eu mesmo. De pensar no passado e no futuro ao mesmo tempo, mas de na realidade, estar tão somente provando do presente.
Essa é a saudade. Aquela que todos deveriam provar de um pouco pelo menos uma vez na vida.
Diz-se que a gente pode matar a saudade, mas pra que matá-la?  Ela vive de novo.
Na realidade a gente nunca mata a saudade, apenas adquirimos um pouco mais dela, um tanto mais de pensamentos bons, cheiros, gostos pra lembrar noutro dia, noutra noite de quinta-feira, em cima de um colchão duro, esperando as horas passar lentamente.
Adquirindo um pouco mais de paz.
Sorrindo bobamente, feito criança que acaba de saber que ganhará doces.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sobre o ontem e o hoje [Nota]

Desde quando percebi que, por diversas vezes, relembrar experiências do passado pode atrapalhar o presente decidi que meus próximos passos na vida seriam todos em cima do próprio presente.
Sei lá... A gente passa por coisas que em lugar de trazer conhecimento, paz de espírito, acabam mais por nos 'presentear' com tensões, traumas e angústias, o que acaba tornando o dia-a-dia muito mais um filme de drama e terror do que uma comédia ou aventura.
Entretanto, ainda que eu esteja disposto a agir dessa forma até quando achar que seja certa, nesses últimos meses - ou neste início de ano, mais especificamente - foi impossível não trazer o passado à tona.
Sim, trazê-lo de volta. Mas para até minha surpresa não fora da maneira pior possível, como imaginei.
Não, o passado não me trouxe medo, tensões, traumas e toda essas coisas que me dariam um frio na espinha só de imaginar, muito pelo contrário. Pensar em como era minha vida no início de 2013 e comparar com início de 2014 é como querer comparar um velório e uma festa de formatura, tamanha a disparidade. Muita coisa mudou: as pessoas, os amigos, as responsabilidades, as cidades, o amor.
Eu.
Eu mudei.
Mudei não meu tratamento com as pessoas, não meu jeito de ser. Mas mudei algo muito maior: minha forma de me autoavaliar, minhas prioridades e até mesmo minha fé, que andava meio cambaleante, tempos atrás.
Devo admitir que me sinto um pouco mais adulto, diante de tantas novidades que a vida vem me impondo, seja em que campo for. Claro que isso estranha um pouco, mas, ao mesmo tempo, faz-me estranhamente feliz.
Astrologicamente falando, todo libriano tende a ser indeciso. Eu, como bom representante da classe, sempre fui - e até de modo significativo - assim. 
Uma roupa que fosse pra escolher; um filme; uma pessoa como quem estivesse saindo; até um sabor de sorvete que fosse: absolutamente tudo era motivo de uma grande reflexão e tempos e tempos de dúvidas.
Ironicamente, apesar de toda essa análise sobre o mundo, nem sempre as escolhas mais corretas eram feitas e exatamente isso começou a me incomodar e me fazer culpar o passado por determinadas más decisões que tomava no presente.
Depois de muitas burradas, mais ou menos em meados do ano passado alguns fatos começaram a me fazer ver que não era propriamente o mundo que me cercava o principal responsável por algumas más decisões, mas, muito mais, eu mesmo.
Hoje, é como se um universo de ideias, paixões, sonhos, medos e certezas estivessem muito mais próximos do meu campo de visão, permitindo, assim, que eu possa saber claramente o que quero, como, quando e onde quero.
Arriscar ou não??
Talvez sim... Talvez não... Depende do que for pra decidir.
Ao menos nos estudos, trabalho, amizades e amor, acho que arrisquei um "sim" com uma certeza que até então nunca tinha tido.
Venho acertando.
A vida é um desafio que não dá espaço para tantas avaliações.
Escolhi ser feliz.
Sem dúvidas. Sem medos. Sem traumas passados.
 
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