quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Manual De Mim Mesmo [Nota]


Sou desse tipo de gente que a sociedade chama de estranha.
Não gosto do óbvio. 
Não gosto de carne. 
Não gosto de gente muito bonita, nem confio. Penso logo que são arrogantes.
Gosto de gente que gosta de rir; que não tem vergonha de dar uma gargalhada por mais bobo que pareça o motivo. Gosto de fazer os outros rirem; de sentir a alegria deles entrar pelos meus olhos e ouvidos e atingir meu coração, minha timidez - que muitos acreditam que não tenho, mas que tenho de sobra -, meu riso, também.
Gosto de dar um abraço forte em meus pais, amigos ou qualquer animal ou objeto que goste muito e que me faça sorrir mais que antes.
Gosto de estar junto. Gosto que me abracem também: de frente, de lado, até de costas (desde que não sejam homens). Gosto de dormir abraçado; acordar abraçando.
Gosto de dizer o quanto uma pessoa significa pra mim, de me apaixonar por pessoas especiais - aquelas que considero diferentes das demais. Gosto de olhar nos olhos, de dar beijo na testa, de morder.
Gosto de sentir o gosto de um beijo sincero, de um beijo risonho, beijo emocionado. Beijo assim também. Beijo com amor. Com amor, porque todo beijo devia ser assim, senão não era pra ser beijo, só distração.
Gosto de ter saudade. E detesto também. Gosto por me fazer ver que sou humano, que posso gostar de alguém. Detesto pelo mesmo motivo, por me sufocar, por me deixar fraco.
Detesto mentiras, mas conto algumas também. Sou minha vítima favorita. Invento que sou forte; que nada me atinge; invento sorrisos em mim mesmo para que pensem que estou bem; invento falta de amor, quando na verdade tudo que sou é o próprio amor necessitando de mais amor.
Sou desse tipo de gente que a sociedade chama de estranha.
Até devo ser isso mesmo.
Às vezes, chamam-me de simpático, de bonito, de engraçado, de amigo. Dizem que sou cínico ou verdadeiro demais. Dizem que me importo demais ou de menos.
Dizem que sou romântico demais; cachorro demais.
Mas a verdade é que sou de extremos opostos. Sou um muito de cada, mas mudo com frequência.
Já ri muito. Já chorei muito. Já fiz o mesmo pelas pessoas também.
Já quis me apaixonar por quem gostava de mim; já quis me desapaixonar por quem não valia um olhar meu.
Certa vez, uma moça me disse que eu era intenso. Acredito que seja isso mesmo. Muita confiança e desconfiança juntos; segurança e insegurança juntos. Muita coisas diferentes juntas. Muito muito.
Mas o que sou, afinal?
Eu sou apenas isso tudo que já foi dito. Sou uma bolsa de erros e acertos. Um poço de maturidade e imaturidade adquiridas com o tempo e com as pessoas que sorriram e choraram comigo.
Intenso. Sim, intenso.
Gostaria que fosse menos, na verdade.
Mas, é bem verdade também, que queria ser muito mais intenso sob alguns aspectos nos quais ainda sou um "lerdo".
Sim, eu sou bastante estranho.
Estranho o bastante para escrever o que sou, do que gosto e desgosto.
Estranho o bastante para amar certas pessoas, odiar saudade, gostar de beijos na testa, abraços, sutilezas e de ser lembrado, ser amado.

Jovem de 25 anos, segundo o registro geral.
Criança de 3; Adolescente de 15; idoso de 60, segundo a vida. 


Estranho. Intensamente.

1 opiniões:

Anônimo disse...

Como se parece comigo!

Postar um comentário

 
Free Blogger Templates