segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Sem Apelido



Vivo do medo,
Medo do feliz.

Medo de ser feliz;
Medo de não ser feliz;
Medo de não fazer feliz.

Medo de fazer feliz.

Medo do viver só.
Estar só;
Rir, chorar.

E, em meio ao medo,
Medo esse de estar só,
O medo de se aproximar demais, idem.

Medo do querer;
Do precisar de alguém;
Medo do querer rir e chorar, mas não sozinho.

Medo.

Por isso o medo de olhar em seus olhos;
De sentir seu rosto; teu gosto.
Querer conhecer-te mais.
Querer-te mais.

Medo de meu romantismo idiota.

Medo desses nossos beijos estranhos;
Essas nossas piadas estranhas.
Desse nosso silêncio estranho.

Medo dessa minha velhice; sua juventude;
Minha juventude; sua velhice.

Medo dessa nossa inventada felicidade.

Medo de viver sem não pensar em nada.

Por isso a distância;
Por isso a demora;
Por isso esse meu olhar torto.

Essa necessidade tamanha de encontrar teus defeitos.

Essa minha mania de não te chamar pelo apelido.

Por isso esse meu jeito todo estranho de dizer que quero te ver de novo.

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