terça-feira, 17 de setembro de 2013

Rascunho do Mero Inabalável Desamor

Não me tenho,
Tampouco te tenho.

Não acredito em nós por nós.

Não me falo de amor;
Não te engano.
Não me esqueço dos fins 
- Dos certos e errados.

E eis o amor:
Vasta Caixa de Pandora, caixa de nada.
Lar de dor fantasiada de sorriso;
Riso travestido de pranto.

E quanto a mim,
Mero inabalável "não me tenho; não te tenho";
Não tenho a nós como um.

Eu, que não sei do amor:
Aonde vive; o que come;
Quando voltará ou se.

Sei só de mim ou nem disso:
Beijo que não quero dar; 
Dor que não quero sentir;
Sonho sem poder sonhar.

Amo uma mentira.
Desamo, na realidade.

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