segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Casos Sem Acasos



Não foram os problemas quem escolheram suas consequências;
Nem as consequências quem escolheram suas causas;
Nem as causas escolheram suas pessoas;
Nem as pessoas quem escolheram outras pessoas
Nem as outras pessoas quem escolheram outras pessoas;
Nem essas outras pessoas quem escolheram aquele show.
Nem aquele show quem escolheu a mim.

Não foram os problemas que escolheram ser problemas,
Ou suas consequências e causa que se escolheram como tais.

Não foi a moça quem escolheu ter asas invisíveis;
Ser anjo;
Voar daquele jeito.
Ter aquele sorriso discreto.

Não foi o medo quem escolheu me dar calafrios;
Nem os calafrios escolheram me fazer não olhar pra frente.

Fui eu.

Eu quem escolhi fazer do problema um problema;
Escolhi dizer "sim" e "não";
As causas e consequências;
As pessoas e o show.

Escolhi o anjo, o sorriso.

Eu.

Eu quem escolhi me aproximar;
Eu quem escolhi ter medo do futuro.

E eu quem escolhi isso tudo,
E escolhi não querer se afastar;
Não esquecer.

Eu, não o acaso.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Sem Apelido



Vivo do medo,
Medo do feliz.

Medo de ser feliz;
Medo de não ser feliz;
Medo de não fazer feliz.

Medo de fazer feliz.

Medo do viver só.
Estar só;
Rir, chorar.

E, em meio ao medo,
Medo esse de estar só,
O medo de se aproximar demais, idem.

Medo do querer;
Do precisar de alguém;
Medo do querer rir e chorar, mas não sozinho.

Medo.

Por isso o medo de olhar em seus olhos;
De sentir seu rosto; teu gosto.
Querer conhecer-te mais.
Querer-te mais.

Medo de meu romantismo idiota.

Medo desses nossos beijos estranhos;
Essas nossas piadas estranhas.
Desse nosso silêncio estranho.

Medo dessa minha velhice; sua juventude;
Minha juventude; sua velhice.

Medo dessa nossa inventada felicidade.

Medo de viver sem não pensar em nada.

Por isso a distância;
Por isso a demora;
Por isso esse meu olhar torto.

Essa necessidade tamanha de encontrar teus defeitos.

Essa minha mania de não te chamar pelo apelido.

Por isso esse meu jeito todo estranho de dizer que quero te ver de novo.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Rascunho do Mero Inabalável Desamor

Não me tenho,
Tampouco te tenho.

Não acredito em nós por nós.

Não me falo de amor;
Não te engano.
Não me esqueço dos fins 
- Dos certos e errados.

E eis o amor:
Vasta Caixa de Pandora, caixa de nada.
Lar de dor fantasiada de sorriso;
Riso travestido de pranto.

E quanto a mim,
Mero inabalável "não me tenho; não te tenho";
Não tenho a nós como um.

Eu, que não sei do amor:
Aonde vive; o que come;
Quando voltará ou se.

Sei só de mim ou nem disso:
Beijo que não quero dar; 
Dor que não quero sentir;
Sonho sem poder sonhar.

Amo uma mentira.
Desamo, na realidade.
 
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