terça-feira, 21 de maio de 2013

Sobre Abraços

...E o garotinho, com seus curtos braços de seis anos,
Abraçou-me mais que uma enfêmera parte física.

Tocou-me o coração.
Travou-me a garganta.

Despediu-se, como fizera sua mãe, aos olhos marejados.
 
E uma última lágrima desceu-me, 
Até ser encerrada num decepcionante sorriso de descrença.

Olhei para o céu.

Não era só mais um conto ou poesia:

Foi-se a vida, a pouco minha.
 
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