quinta-feira, 11 de abril de 2013

Solitatis


Não morri de saudades hoje.
Senti falta, apenas.

De saudades, a gente não morre;
A gente só sente.

Se deixa dar aquele nó na garganta, 
Aquele nó na vida.
Aquele aperto no peito que a gente acha que mata,
Mas não mata.

Chora, grita, esperneia.

Mas não morre. 

Saudade...
Saudade é só saudade, simplesmente.
Só aquela lembrança boa
Que marcou, que doeu.

Que ficou.

De saudades, a gente não morre,

Mas deixa de viver, se se deixar.

Saudade não mata.
A gente que mata à ela amando mais
A gente que mata à ela desamando mais.

De saudades, a gente não morre.

De saudades, a gente só cai.
Sente o chão um pouco.
Depois levanta.

0 opiniões:

Postar um comentário

 
Free Blogger Templates