domingo, 24 de março de 2013

O Poder De Um Não


É difícil aceitar quando estamos diante de situações que contrariam nosso modo de ver o mundo . Isso é uma máxima para a vida inteira.
Quando crianças, insistimos para que nossos pais aceitem diversos pedidos ingenuamente selecionados por nós, e, ocasionalmente, 'não' é uma resposta bastante possível e razoável.
Então, vamos crescendo e a capacidade de assimilarmos e aceitarmos melhor uma resposta negativa vai mudando, sendo melhor recebida ou não. Dessa forma, baixar a cabeça, ficar com raiva e/ou triste com o lado que partiu a negativa, chorar, angustiar-se são apenas algumas das reações mais frequentes ao ficar cara-a-cara com um 'não'.
Não sou nenhum psicólogo ou especialista no assunto, mas se pensarmos com mais calma, receber uma resposta negativa pode servir (em muito) para uma evolução pessoal, um amadurecimento, um possível engradecimento no modo de pensar, falar, escutar e agir.
Receber um 'não' ajuda o ser humano a fazer uma análise crítica sobre o que deu errado, que pontos poderiam ter sido melhorados ou, inclusive, oferece a possibilidade de refletirmos sobre o porquê de escolhermos algo ou alguém em detrimento de outras coisas ou pessoas.
Não vamos dizer aqui que é fácil receber e aceitar um 'não'. Obviamente, esta 'aceitação' nem sempre vem na velocidade que queremos. Dependendo da situação, pode-se demorar dias, semanas, meses e, até, anos e mais anos. O que, possivelmente, pode cooperar - ou o que coopera - de maneira marcante nestes casos é a autoconfiança e o amor-próprio do indivíduo. Sem egocentrismo, afirmar a si mesmo coisas como 'sim, eu quero; sim, eu posso superar e crescer com isso', focando e acreditando que sejamos pessoas capazes de algo melhor.
Só a partir do momento em que conseguimos obter um controle melhor de nós mesmos, emocionalmente falando, é que vamos poder, de fato, saber diferenciar e aproveitar os prós e os contras de recebermos um 'sim' e um 'não.
Um 'não' hoje, não exatamente terá de ser um 'não' amanhã e se for, o jeito é aceitar. Não devemos nos apegar tanto a opiniões que nos fazem mal. Devemos sim, enfrentá-las e, posteriormente superá-las. É assim que a vida defina seus vencedores e perdedores. É assim que nós mesmo definimos que são os nossos vencedores ou perdedores.  

sexta-feira, 22 de março de 2013

Sem Título ou Tristeza Aparente

Tristeza, talvez.

Esse desgosto, esse nó,
Essa vontade de falar, de dizer além do que se pode.
Esse choro reprimido, inalcansável,
Incansável.

Tristeza, talvez.

Tristeza pelos sorrisos cessados e pelos ainda por vir;
Pelas palavras bonitas, acompanhadas de beijos.
Dor pela memória daqueles dias inacabáveis.

O amor desgarrou-se de ti.
Decidiu soltar de tuas mãos, deixando apenas o pó de nós dois,
Aquele pouco que ainda restante.

E que falar de mim senão que me entristeço os dias ao olhar o espelho,
Ao acordar e dormir;
Ao te notar triste agora,
Ao saber que fora eu quem desacreditou, quem te desacreditou.

Talvez estejamos tristes.
Até sabe-se quando.

Tristes por saber que poderia dar certo;
Tristes pela dúvida, pela mágoa, pelo que tudo se tornou.

Por saber que tudo fora amor.
Agora, tristeza, talvez.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Canto



Foste, morena.
Passaste.
Fechei a porta e num canto qualquer dali, fiquei.

Passaste e levaste meus sonhos, seus beijos

A alma amante que tínhamos.

Restou-me esta dúvida sobre minhas certezas, este canto,
O que mudou do resto do mundo;
As novas pessoas novas.

Foste, morena.
Foste assim:
Calada como este fim de nosso novo amor
Ou começo d'um velho.

Indiferente, segura;
Sofrida. 

Foste meu sol, meu norte.
Foste sim; não por vezes.
Foste mais.

Mas foste.
Foste, enfim, fim.

Restou-me, aqui, a mim mesmo.
Este álcool, esta cadeira velha;
Lágrimas para salgar.

Lembranças.


 
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