quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Chronos Injusto


Ah, injusto tempo!
Despista-nos tanto quanto nós mesmos!

Dos dias que não te vejo,
Estes que nos fazem menos nós,
Apenas a saudade me confessa medos e dores,
E os dores e medos me confessam mais ainda.

Vens, amada moça!
Torna-te minha cúmplice,
Matemos esta angústia que em mim fez morada!
Choremos, agora, daquela felicidade que constumávamos ter!

Faz-me esquecer o receio que por vezes me paira,
Reensina-me de novo, aquilo que chamei 'Amor',
E me deixa contar a nós como um, apenas.

Vá, injusto tempo!
Corra agora, mas não depois.

Corra, moça!
Venha agora, também depois.

(Antes que nunca ou antes de mim)

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