domingo, 20 de maio de 2012

Confusa Natureza ou Desabitar-se



Tocou-me a mão, o medo;
Rasgou-me o peito,
Guardou-o suas névoas e seu pânico.


A luz que se foi, foi-se como relâmpago de tempestade.
Sem despedidas, nem abraços;
Fechou-se no escuro frio da dúvida.


E o choro cruel, este agonizou-me;
Molhou-me o rosto como água de chuva;
Usou-me das mãos como brisa reconfortante.


Cálida dor.
A pálida natureza de quase pós-vida;
Neblinando o céu,
Sibilando, em mim, seu vento mais cortante e perverso.


E o tempo - este relógio de inverso, de inverno.
Corre frio.
Denso.
Confuso.


Ainda não estático, porém.


- E a esperança, verde e vasta árvore sonhadora,
  Custa, mas cresce em ramos simétricos.

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