E os olhos mentem para a mente
E a mente para os olhos e o coração...
Vem assim, a ilusão:
Flor de papel vista de longe,
Bela, ainda que sem cheiro e vida,
Leva a atenção do mundo.
Quanto ao amor,
Assim também, por vezes.
E os olhos se enganam,
Como a mente e o coração;
E o amor surge e some como chuva em flor de papel.
Ilusão assim,
Sempre tão confusa e pura;
Sempre tão flor real e de papel.
Sempre tão flor de papel real.
E o coração que se engana,
Mente.










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