sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Passageiros



Pessoas passam...

Dores, chances, cores passam.
Medos, dias, 
Também erros, paixões, acertos passam.

Passam como carros numa avenida infinita,
Passam por terem de passar,
Por vontade ou obrigação.

Passam para fazer o passado,
Belo ou feio.

Passam,
Como as borboletas em meu estômago,
Ou como as facas em meu peito.

E a passagem, assim que se faz
E tudo muda ou só emudece uns poucos instantes.

E as pessoas passam.
Um mundo passa.
Uma vida;
Um ou outro amor.

E todos passam.
Todos, até eu por vezes,
Como também, por vezes, fico.
Fico, como as lições deixadas pelo que passou.

E aprendo um tanto mais.

Sento-me e observo um novo dia passar;
Ou um novo ano, talvez.

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