Vai, o tempo.
Tão logo desfaz-se entre meus olhos.
Escorre como orvalho em folha verde;
Como suor de moreno corpo cansado.
Exausto;
Feliz, apesar disso.
E a dor passou.
Fugiu - covarde que era - de volta aos seus medos,
Suspirando ao olhar-me;
Ofegante, desistente e vencida.
Elegante, ainda.
Mas desalmada.
Mas desalmada.
Assim, eu me encaro:
Sorrio para mim mesmo,
Namoro-me;
Vivo assim, permanentes dias de festa.
E a tristeza e a mágoa não mais existem.
Não em mim.
Foram com o tempo;
Foram com as dores, os medos, aquelas pessoas.
E eu, então, abraço-me sozinho.
Sozinho, mas não solitário.
Dias festivos; cansaço,
Vêm e vão.










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