Escrevo à saudade em papel de lágrimas.
Silêncio fúnebre, palavras tristes gritando em dor
Alma faminta devorando recortes do tempo,
Sangra dúvidas antes complacentes.
Penso em ti.
Penso, assim como em mim:
Sorrisos, verdades, mentiras.
Flores, às vezes.
E minha pele tem à ti como perfume;
Meus olhos, à ti como paisagem.
E minha mente, incógnita que é,
Tem-te também como incógnita.
Aconchego, este que desejo d'um abraço teu,
Junta-me a pele, ainda arrepiada em recortes;
Calor que me passavas.
Aqueço a mim num abraço solitário, então.
E em espaço, hoje branco,
Teu nome haverei de escrever, talvez.
Assim, junto ao meu.
Se te amo, não sei;
Mas te quero, ainda que não saiba quanto.
*Post com a colaboração dos sentimentos da amiga Rayanne Araújo.
*Post com a colaboração dos sentimentos da amiga Rayanne Araújo.










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