domingo, 6 de novembro de 2011

Em Branco


Escrevo à saudade em papel de lágrimas.

Silêncio fúnebre, palavras tristes gritando em dor
Alma faminta devorando recortes do tempo,
Sangra dúvidas antes complacentes.

Penso em ti.
Penso, assim como em mim:
Sorrisos, verdades, mentiras.
Flores, às vezes.

E minha pele tem à ti como perfume;
Meus olhos, à ti como paisagem.
E minha mente, incógnita que é,
Tem-te também como incógnita.

Aconchego, este que desejo d'um abraço teu,
Junta-me a pele, ainda arrepiada em recortes;
Calor que me passavas.

Aqueço a mim num abraço solitário, então.

E em espaço, hoje branco,
Teu nome haverei de escrever, talvez.
Assim, junto ao meu.

Se te amo, não sei;
Mas te quero, ainda que não saiba quanto.


*Post com a colaboração dos sentimentos da amiga Rayanne Araújo.

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