quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Vinte e três

Tempo, tempo,
Tanto que passa,
Não me espera ou nem eu quero.

Deixa-me ali, num canto qualquer,
Leva-me e traz o bem e o mal.

Tempo, tempo,
Ponteiro rápido,
Gira mais que eu mesmo.

Anos que se vão,
Vão assim, sem que se perceba.

E as marcas,
Ficam, como cicatrizes talhadas em pele;
Horrores e dores da alma, salvos na vida.

Experiências, dizem.

E não choro e riu mais como antes,
Não lamento, não festejo,
Observo, apenas;
Sinto, muito ou pouco.

Tempo, tempo,
Lembra-me e esquece-me tanta gente,
Gente que acho que amo ou odeio.

Lento beijo; rápido abraço.

E o preto, então,
Agora branco,
Talvez caia mais tarde.
 
'- Feliz aniversário, moço.'

Nasço;
Ganho, perco-me;
E morro de novo.

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