Tempo, tempo,
Tanto que passa,
Não me espera ou nem eu quero.
Deixa-me ali, num canto qualquer,
Leva-me e traz o bem e o mal.
Tempo, tempo,
Ponteiro rápido,
Gira mais que eu mesmo.
Anos que se vão,
Vão assim, sem que se perceba.
E as marcas,
Ficam, como cicatrizes talhadas em pele;
Horrores e dores da alma, salvos na vida.
Experiências, dizem.
E não choro e riu mais como antes,
Não lamento, não festejo,
Observo, apenas;
Sinto, muito ou pouco.
Tempo, tempo,
Lembra-me e esquece-me tanta gente,
Gente que acho que amo ou odeio.
Lento beijo; rápido abraço.
E o preto, então,
Agora branco,
Talvez caia mais tarde.
'- Feliz aniversário, moço.'
Nasço;
Ganho, perco-me;
E morro de novo.










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