Fez-se, então, nossa velha e nova poesia.
Lua a sorrir,
Dividir seu céu e nos cobrir os corpos,
Já sabendo da noite por vir.
E lá, nós...
Perdidos em pensamentos, conceitos,
Perdidos em nós mesmos;
Achando um ao outro, somente.
Como jogo de memória d'um par apenas.
E o mar e as nuvens em sons e formas,
Enfeitando nosso cinema mudo:
Nossos gestos, corpos, olhos;
Sentidos.
E lá, nós...
Com a perfeição e intensidade de beijos tímidos,
Supreendentemente, bem casados.
Surreais instantes, antes impossíveis,
Infantis, maduros,
Únicos, hoje.
E o velho não fosse tão velho;
E o novo não fosse tão novo.
Pré-conceitos, apenas, que se foram.
E as tensões, abraços, risos, anéis,
Equilibrados nessa nossa balança astrológica;
Dispostos até uma despedida.
Eis que nos olhamos um tanto mais,
Entregamos-nos mais um beijo,
Mais um verso.
Velha e nova poesia, essa nossa,
Faz-se, então.










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