segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Harmônica Ou Versos Sobre o Velho e o Novo

Fez-se, então, nossa velha e nova poesia.

Lua a sorrir,
Dividir seu céu e nos cobrir os corpos,
Já sabendo da noite por vir.

E lá, nós...
Perdidos em pensamentos, conceitos,
Perdidos em nós mesmos;
Achando um ao outro, somente.

Como jogo de memória d'um par apenas.

E o mar e as nuvens em sons e formas,
Enfeitando nosso cinema mudo:
Nossos gestos, corpos, olhos;
Sentidos.

E lá, nós...
Com a perfeição e intensidade de beijos tímidos,
Supreendentemente, bem casados.

Surreais instantes, antes impossíveis,
Infantis, maduros,
Únicos, hoje.

E o velho não fosse tão velho;
E o novo não fosse tão novo.

Pré-conceitos, apenas, que se foram.

E as tensões, abraços, risos, anéis,
Equilibrados nessa nossa balança astrológica;

Dispostos até uma despedida.

Eis que nos olhamos um tanto mais,
Entregamos-nos mais um beijo,
Mais um verso.

Velha e nova poesia, essa nossa,
Faz-se, então.

1 opiniões:

Lais C. disse...

Lindo demais

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