E teu desenho faz-se assim, ó morena:
Em traço singelo e suave,
Povoando este meu papel inconstante.
Teus e meus erros que se vão com borracha,
E umas mínimas falhas, vivendo de preconceito, apenas,
Tímidamente perdidas,
Aos poucos, esquecem-se.
Contorno teu, que vem em verso,
Eis que já somos o inverso um do outro;
E meros detalhes a trilhar uma linha comum.
Estas curvas e pontos a me marcar,
Assumem suas reticentes sombras e traços,
Visíveis aos olhos mais atentos;
Ou a mim, somente,
Eis que meu seja este papel inconstante
Esboços, alguns poucos
E te crio em rascunho quase perfeito,
Grifado à riso, medo e segredo.
E me vens em boca, dúvidas e exclamações.
E te desenhas.
E te desenhas.










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