sábado, 29 de outubro de 2011

Efêmera Condição


Deixo o tempo ao vento,
Correr assim, como bem quiser.

Cabelos longos, lágrimas, sorrisos a voar,
Perder-se entre sim e não;
E a voz, vai-se também,
Assim, em beijo de despedida.

Silencia, 
E a solidão quebrada em pormenores;
Aquieta-se num canto qualquer,
Como menino novo lamentando seu medo.

Deixo tempo entregue à sorte,
Sobreviver a seus instintos imprevisíveis.

Assina sua carta de alforria,
Coração preso, ainda,
E seus braços em abraço,
Abraçam a si mesmo.

Sufocado,
E respira a própria dúvida;
Morre aos poucos,
Achando, talvez, a sonhada liberdade.

Tempo a desfazer-se de mim;
Leva o amor - que me entorpece,
Gargalha e chora.

Vai-se livre.

Dias passam sem que os conheça.
Felizes, talvez.

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