segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Desacerto ou Dança em Silêncio


Calarei, então.

Calarei, como também calaste;
Esqueceste assim, de tudo.

O céu, não tão belo, afinal;
E estrelas, sem aquele surrealismo de antes,
Não mais nos iluminam naquele palco, outrora perfeito.

Danço contigo a Dança dos Derrotados;
E tu me guias nesse descompasso:
Vens pra cá; joga-me pra lá.

E eu, que abraço a solidão, uma vez mais,
Nesta melodia em silêncio, é que te risco de mim;
Puxo-te a força d'um coração já calejado.

Arrisco ainda um último olhar,
Última aspa.

Nada, apesar.
Só a amarga melancolia;
Outros pares;
E o limite, que chegou.

Enganas a ti e a mim;
E dividimos esta ausência, só.

(Meia lua a esconder-se no horizonte.)

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