Calarei, então.
Calarei, como também calaste;
Esqueceste assim, de tudo.
O céu, não tão belo, afinal;
E estrelas, sem aquele surrealismo de antes,
Não mais nos iluminam naquele palco, outrora perfeito.
Danço contigo a Dança dos Derrotados;
E tu me guias nesse descompasso:
Vens pra cá; joga-me pra lá.
E eu, que abraço a solidão, uma vez mais,
Nesta melodia em silêncio, é que te risco de mim;
Puxo-te a força d'um coração já calejado.
Arrisco ainda um último olhar,
Última aspa.
Nada, apesar.
Só a amarga melancolia;
Outros pares;
E o limite, que chegou.
Enganas a ti e a mim;
E dividimos esta ausência, só.










0 opiniões:
Postar um comentário