sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pétalas Funestas ou Cinzas de Inverno

Breve sopro,
E vivem de novo, as flores.

Primavera que vem, assim,
Sem pedir;
Invade jardins, com seu perfume;
Também com cores e amores, talvez.

E o cinza chato se vai, então,
Cinza pálido de inverno.
E suas cinzas, hoje pétalas,
Sorriem nos caminhos por onde passa a gente.

Novos ruas que surgem;
Caminhos, sonhos e incertezas,
Com rosas brancas a sepultar os antigos.

Flores que chegam,
Trazem a graça boba aos homens:
E se alimentam de sua esperança;
Hipnotizam com sua beleza.

Furam-lhes a alma com seus espinhos,
Ainda que a dor inexista.

E vivem de novo, as flores;
Vive de novo, a Primavera;
Deixa a chuva passar e lhe embelezar um tanto mais.

Deixa a chuva passar;
Secar as lágrimas.
Colorir as cinzas do Inverno.

Pétalas que passeiam pela vida;
E novos amores murcham ao fim.

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