Breve sopro,
E vivem de novo, as flores.
Primavera que vem, assim,
Sem pedir;
Invade jardins, com seu perfume;
Também com cores e amores, talvez.
E o cinza chato se vai, então,
Cinza pálido de inverno.
E suas cinzas, hoje pétalas,
Sorriem nos caminhos por onde passa a gente.
Novos ruas que surgem;
Caminhos, sonhos e incertezas,
Com rosas brancas a sepultar os antigos.
Flores que chegam,
Trazem a graça boba aos homens:
E se alimentam de sua esperança;
Hipnotizam com sua beleza.
Furam-lhes a alma com seus espinhos,
Ainda que a dor inexista.
E vivem de novo, as flores;
Vive de novo, a Primavera;
Deixa a chuva passar e lhe embelezar um tanto mais.
Deixa a chuva passar;
Secar as lágrimas.
Colorir as cinzas do Inverno.
Pétalas que passeiam pela vida;
E novos amores murcham ao fim.










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