domingo, 25 de setembro de 2011

Lamento em baixo tom

Quisesse, talvez, o tempo indo com a brisa,
Levando-me,
Levando-te.

Tempo, pessoas, beijos e sentimentos,
Alternados nessa confusa cronologia,

E o receio ainda a desordenar.

Turva visão, a minha,
Vê-te em tudo:
Sonhos, risos, silêncios,
E escuridão d'um olhar.

Eu, já tão velho e ainda tão jovem,
Sem um norte a seguir,
Apenas um tímido passado,
Meu e seu.

Eu, já tão velho e ainda tão jovem,
Perdendo-me num pequeno coração.
Ou num medo de me entregar a ti
E de entregar-se a mim.

Assim que me perco;
Perco-te, também;
Espero uma outra vez, quem sabe.

E a brisa vai, como naquele dia,

E vai o tempo, aos poucos;
Muda o destino, os sentimentos,
As interrogativas.

Talvez me mude também.

Leve meus medos do amanhã,
Meus medos de ti.
E, talvez, possa te amar,
Pensar em ti,
Sentir a ti,
Somente por hoje ou também pelos próximos amanhãs.

Sem medo, apenas.

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