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Estranhou-me aquele teu olhar sobre mim.
Estranhou-me, também, o meu.
Confundiu-me, por sabermos o que sabíamos antes;
Pelo toque que tínhamos;
Risada que dávamos;
Pelos diálogos do mundo alheio.
E tuas maçãs do rosto teimando em brilhar;
Avermelhar-se um tanto mais no encontro com a luz,
Ou d'um suave e tímido carinho meu.
Surpreeende-me a vida,
Com suas pessoas e suas ações.
Eu, que de tudo sabia,
Achava sobre tudo,
Falava de tudo.
Rendi meus olhos,
Antes atentos, ou cegos demais,
Entreguei-os aos segundos
E algumas interrogações de momento.
Casos e acasos d'uma amizade sem colores,
Instintiva afeição aumentada,
Pintada em tons indefinidos.
E as conversas,
E os abraços,
E os risos;
Ainda somente conversas,
Abraços,
Risos.
A estranheza, a confusão;
Mero descostume.
E a vida como antes:
Serena e cínica como sempre.
Segue.
Conversas,
Abraços,
Risos,
E umas poucas dúvidas,
Vêm, assim,
Com a amizade de tempos atrás.
Sem colores, rodeios ou medos.
Surpreeende-me a vida,
Com suas pessoas e suas ações.










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