E, assim, o destino me soltou na vida;
Sem porquês,
Sem querer.
Largando-me e eu dele;
Num desabraço sem saudades ou arrependimentos;
Sorriso adaptado à dor.
E o frio, que de mim se apossa,
Dura tão somente enquanto quiser,
Eu quiser,
Enquanto meu próprio abraço não me abraça;
Ou enquanto outro destino não me apega.
E não chamo a isso de tristeza,
Chamo dependência;
Intolerância de seguir tão à frente,
Talvez medo de saber viver tão só.
O destino me soltou na vida;
À ela, entregou-me
E dela torno-me, por si só, mero personagem.
Então, fecho-me;
Então, deixo aquelas pegadas sumirem com o vento.
O destino me desabraça,
Deixa-me nesse gélido ar.
Mas eu, ainda não;
Não me deixo.
Descanço o olhar e me sinto.
Tenho-me, ainda, como calor.










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