Desenho, de novo, aquele coração,
Já antes apagado pela chuva e pelo vento
De ilusórios amores antigos.
Risco o chão com os mesmos dedos,
Os mesmos que, a pouco, apontaram-te;
Que ergueram teus olhos perante mim.
Em minha mente,
Traços de teu sorriso e tua doçura,
Nas paredes de minh'alma,
Guardados como clássicos.
Amor, talvez,
Em tela à óleo renascentista,
Ou pichado nas ruas da cidade.
E nossas cores a se misturar,
Nossas artes, vidas, risos,
Tom sobre tom.
Amor, talvez,
Misterioso como Gioconda;
Louco como Dali.
E desenho de novo, aquele beijo,
Escrevo-te, agora, como autora.
E os despretenciosos rabiscos de outrora,
Amanhã, quem sabe, obra-prima.









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