segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Matemática Iníqua


Tempo a me cobrar
E eu, pagando caro apenas.

Pagando à vista pela timidez e carência;
Pelo coração tolo, olhar baixo e mão aberta;
Cálculo errado do destino.

Matemática iníqua,
Esta que me detém;
Que tanto me exige;
Que me tira o amor-próprio.

Que me subtrai de mim mesmo.

E eu, pagando caro;
Pagando com meus pesares.

Pagando à prazo pelas dúvidas e impulsos;
Pranto inútil e derrotas não aceitas.
Medo íntimo do amanhã.

Ali, Eu e outro alguém,
Nessa soma negativa.

E divido nossa vida por uma dor,
E ela se multiplica, apenas.

Ordem distinta de fatores,
Alteração nula de produto.

Eu, contando os dias e eles a mim;
Contando ao mundo.

À espera d'um mínimo saldo positivo, tão somente.

E o amor,
Essa expressão tão errada, então.

Incógnita.

Apaga-se.
Faz-se uma vez mais.

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