Por pouco,
Levou-me, o amor.
Pouco,
Tão pouco, até, que ri;
Duvidei;
Cai.
Pegou-me a mão;
Sorriu para mim, feito menina com boneca;
E foi até onde bem quis.
Eu, que brincava;
Zombava;
Cruel que era,
Perdido me via.
E por pouco, muito pouco,
Menos até de quando jovem,
Em leve desespero,
Entreguei-me a dor.
Cabeça derrotada.
Lágrima em liberdade.
E o amor, esse,
Noutras horas conhecido,
Desconheceu-me,
Pôs-se em fuga.
Nunca existira;
Ou apenas em mim.
Desamor, puramente;
Somente outra ilusão.









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