terça-feira, 9 de agosto de 2011

Anos Depois


Mundo que cresce,
Entorpece a gente;
Estranha.

Engravata-se,
Embeleza-se e se vai.

E quem aqui fica,
Entende ou não as mudanças;
Mantém-se ou não como o mundo quer;

Olha para cima.
Lembra do medo de altura;
Não que também é alto.

É que é a vida que nos torna assim:
Confusos, temerosos,
Desacreditados,
Imaturos, talvez.

Mundo que cresce;
Pessoas, coisas, fatos juntos.

E a gente que se perde nesse meio,
Nesse medo de não mais sermos crianças,
Medo de sermos meros adultos.

Medo de crescer.
Ou saber que crescemos.

E a vida vem e nos aperta a mão;
Dá uma piscadela;
E nos aponta os anos passados.
Tudo aquilo que se foi e que ficou.

E nos vemos adultos, então,
Vagantes exploradores,
Mas não meros adultos;


Tão somente crianças,
Crescidas um pouco mais;
Medrosas um pouco mais.

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