Mundo que cresce,
Entorpece a gente;
Estranha.
Engravata-se,
Embeleza-se e se vai.
E quem aqui fica,
Entende ou não as mudanças;
Mantém-se ou não como o mundo quer;
Olha para cima.
Lembra do medo de altura;
Não que também é alto.
É que é a vida que nos torna assim:
Confusos, temerosos,
Desacreditados,
Imaturos, talvez.
Mundo que cresce;
Pessoas, coisas, fatos juntos.
E a gente que se perde nesse meio,
Nesse medo de não mais sermos crianças,
Medo de sermos meros adultos.
Medo de crescer.
Ou saber que crescemos.
E a vida vem e nos aperta a mão;
Dá uma piscadela;
E nos aponta os anos passados.
Tudo aquilo que se foi e que ficou.
E nos vemos adultos, então,
Vagantes exploradores,
Mas não meros adultos;
Tão somente crianças,
Crescidas um pouco mais;
Medrosas um pouco mais.









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