
No teu beijo, sacio minha sede;
Encerro meu vício diário de ti.
Vão-se a consciência e os medos,
Antes ditos perpétuos e imortais;
Vão-se no doce silenciar da noite,
Onde apenas tua respiração me habita os ouvidos.
Em meus dedos trêmulos,
Treme também teu corpo,
Ardente como sempre;
Entropia constante de mim
E nossos olhos que se perdem,
Num mar de satisfação, fecham-se;
Entregam-se aos instintos,
Antes tímidos.
Paixão, desejo, amor,
Ou todos juntos.
Que nos importa, senão o momento (?),
Único como uns poucos que temos.
E é na vida onde se aprende a sentir:
Cada prazer, indiferença, dor,
Ou todos juntos.
Fundamentos básicos d'uma sobrevivência;
D'uma harmoniosa sobrevivência.
Por vezes, até, pecados.









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