
Quando falava de amor,
Falava de mim mesmo.
Carícias tentava neste coração,
Há tanto machucado pela angústia,
Decepção,
Tempo.
Essa dor viral e inconseqüente.
Calor e frio que sentia,
Que nem gelo ou fogo curavam;
E uma alma em pranto se desfazia
Como lágrimas.
Amor, sim,
Esta dúvida onipresente;
Mágoa, vício e prazer.
Brisa ocasional de alegria.
E tantos beijos não sentidos.
E quando falava de amor,
Falava de mim mesmo
Ou a mim mesmo.
Impulsivo sofrimento, este ao qual optava;
Hoje, não mais.









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