domingo, 31 de julho de 2011

Uns Poucos Sentidos ou Fundamental Instinto


No teu beijo, sacio minha sede;
Encerro meu vício diário de ti.

Vão-se a consciência e os medos,
Antes ditos perpétuos e imortais;
Vão-se no doce silenciar da noite,
Onde apenas tua respiração me habita os ouvidos.

Em meus dedos trêmulos,
Treme também teu corpo,
Ardente como sempre;
Entropia constante de mim

E nossos olhos que se perdem,
Num mar de satisfação, fecham-se;
Entregam-se aos instintos,
Antes tímidos.

Paixão, desejo, amor,
Ou todos juntos.

Que nos importa, senão o momento (?),
Único como uns poucos que temos.

E é na vida onde se aprende a sentir:
Cada prazer, indiferença, dor,
Ou todos juntos.

Fundamentos básicos d'uma sobrevivência;
D'uma harmoniosa sobrevivência.

Por vezes, até, pecados.

sábado, 30 de julho de 2011

Constante Interrogante


E o que do mundo tenho levado
Senão a dúvida?

Na inconclusão dos fatos,
A angústia,
Que se espalha alma adentro
E me maltrata os sentidos.

É que do mundo tenho tenho levado tanto...
Afirmativas e negativas cruéis;
Dança do destino,
De destinos.

Um caminho apenas;
Uma escolha na vasta possibilidade da incerteza.

Das pessoas,
Muito tenho levado:
Amores, dores, risos e pesares.

Guardado as lembranças apenas;
Ensinamentos,
Maturidades,
As decepções, também um pouco.

E algumas dúvidas
Que teimam nesse abraço sufocante.

Persistem, em contínua presença.

E já a descrença,
Somente uma constante interrogante
A gravar cada passo meu.

sábado, 16 de julho de 2011

Sobre os Beijos Não Sentidos ou Vida Restabecida


Quando falava de amor,
Falava de mim mesmo.

Carícias tentava neste coração,
Há tanto machucado pela angústia,
Decepção,
Tempo.

Essa dor viral e inconseqüente.

Calor e frio que sentia,
Que nem gelo ou fogo curavam;
E uma alma em pranto se desfazia
Como lágrimas.

Amor, sim,
Esta dúvida onipresente;
Mágoa, vício e prazer.
Brisa ocasional de alegria.

E tantos beijos não sentidos.

E quando falava de amor,
Falava de mim mesmo
Ou a mim mesmo.

Impulsivo sofrimento, este ao qual optava;
Hoje, não mais.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Retomada Fraternidade


Sentimento, tanto, de falta,
Eu tinha.

Falta de sim e não;
Dos erros e acertos;
Falta dos choros em silêncio que passamos,
E dos sorrisos compartilhados.

Momentos conscientes e inconscientes que passamos.

Ilusão que vivi:
Perdida que era, minha alma,
Perdida em meio a beijos ilusórios,
Egoísta que era (ou estava).

E sempre de mãos estendidas,
Estavam vocês a me esperar.
Agora, finalmente, pego-as
Tomo-as novamente para mim.

Reencontro de antigos amigos novos,
Novos amizades antigas,
Alegria mútua de uma volta à vida,
Juntos, agora mais que nunca.

Agora, sempre.

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À Juh, Larissa, Kathy, Ray, Pedro, João, Carol, Bruh, Yasmim,
Gih , Joh, Deivi, Filipe, Rosa, Kally, Alex, Thiago, Luan,
Hélio, Wan, Carlos, Lyege, Laryssa, Jéssica, Corrynha e
tantos outros que desenham sorrisos em meus dias.

sábado, 2 de julho de 2011

Compartilhada Amargura


E tua dor também me dói.

Sai, assim, da tua porta,
Bate a minha
E se lamenta.

Escorre tua lágrima pelo meu rosto,
E passa por ti e por mim, a lembrança;
Aquele passado que nos pertenceu.

Sorriu para que não choremos,
Eu ou você,
Por motivos distintos.

É esse aperto que me dá no peito,
Minha sina, talvez.

O amor se foi de mim,
Mas a dor ficou.

Não chore, moça;
Não por mim
Ou por nenhum outro.

Chore apenas por ti mesmo.

E enquanto sofreres,
Sofrerei dessa tua dor também.

Até que o sol apareça, ao menos.
 
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