sexta-feira, 10 de junho de 2011

Vivente


É essa, a vida ?!

Essa que me tenta a errar,
Desfaz-se frente aos meus olhos,
Como poeira em meio a mais suave brisa.

E tantas verdades subjetivas que me impõe
Terminam por me perpetuar nesta prisão injusta
Que a dor, viúva da paz, faz-me de parceira
E repousa comigo num abraço.

Logo eu, estilhaçado em dúvidas.

Vivo, sim, com a vida - ao menos compreendido, até -,
Que se porta arrogante ao meu lado,
Sem cheiro, gosto ou beijos de boa noite.

E sobrevivo assim, silenciosamente.

O que sinto, talvez, o que se foi
Porque é a saudade que dói,
A saudade, essa viajante sempre perdida como a vida,
Sempre a me achar.

Eu, que triste que aparento ser,
Só um lamento cálido e insensível de vida que ainda vivo,
Por tão pouco e bobo q seja.

É essa, a vida.

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