terça-feira, 31 de maio de 2011

Relógio Analógico


Tic-tac, corre o relógio.

Corre o tempo de mim,
Que não páro para me escutar
E não pára para me escutar.

E os segundos se vão como areias ao vento,
Perdidos na imensidão do passado.

Quanto ao futuro, aquela insegurança gostosa,
Que sempre não me acha;
Acha sempre que não chego, que não estou.

E passam os ponteiros - aqueles fininhos.
E a cada passar, passo junto,
Vou-me junto,
Morro junto.

Um segundo,
Um dia,
Um ano,
Uma vida que não se entende o porquê.

Apenas se vai.

E aquele velho e aquele moço ainda sou eu,
Confuso com a ação do tempo.
Tempo que somente muda, somente gira,
Somente me tem.

Tic-tac.
E se cala, o relógio.

0 opiniões:

Postar um comentário

 
Free Blogger Templates