terça-feira, 31 de maio de 2011

Relógio Analógico


Tic-tac, corre o relógio.

Corre o tempo de mim,
Que não páro para me escutar
E não pára para me escutar.

E os segundos se vão como areias ao vento,
Perdidos na imensidão do passado.

Quanto ao futuro, aquela insegurança gostosa,
Que sempre não me acha;
Acha sempre que não chego, que não estou.

E passam os ponteiros - aqueles fininhos.
E a cada passar, passo junto,
Vou-me junto,
Morro junto.

Um segundo,
Um dia,
Um ano,
Uma vida que não se entende o porquê.

Apenas se vai.

E aquele velho e aquele moço ainda sou eu,
Confuso com a ação do tempo.
Tempo que somente muda, somente gira,
Somente me tem.

Tic-tac.
E se cala, o relógio.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mudez em Dó Maior


Calo-me
À música que há tanto entoava em meus ouvidos,
E que se cala também.

Silencia,
Com esse frio cortante que adormece minha dor,
Repousando em volume mínimo, este ser,

Este mesmo,
Que por calor e som, vai-se...

E o final, que de novo chega,
Que não rima com meu silêncio,
E que troca-se de novo de lugar,
Fraqueja, mas não custa a chegar.

Letra e músicas a esmo.
Vida a esmo.

Começos. Meios. Fins.
E um refrão fixo para se deixar lembrar.

Outra melodia tímida,.
Com notas antigas,
Lá menor,

E dó maior, apenas.
Dó.
 
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