sexta-feira, 8 de abril de 2011

Uniforme Noite


Noite que cai,
Manto negro sobre o mundo.

Crianças, virgens e anciãos,
Dormindo à sua indefesa pureza habitual;
Aquecem-se na maliciosa pausa da vida.

Lua que acende o sonho,
Vai, depois
Entrega-os de volta à realidade triste.

E crianças brincam e sonham;
Virgens sonham e desejam;
E anciãos, esperam apenas.

Noite que veste as vidas
Cobrem-nas até a cabeça.
Repousa os cegos, surdos e mudos.

Escuridão que a todos iguala,
A todos acalma.

E eu, que sou de longe,
Só observo,
Rezo, analiso.

Pobre vida numa isônia absoluta.
(Ou seria sono?)

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