segunda-feira, 4 de abril de 2011

SubMundo


Às moscas, o mundo...

Mudo mundo;
Passivo, confuso, destroçado.
Desalmado.

Órfão de tempo e sonhos,
Também de pais, mães e filhos;
Treme com a fria noite que o detém
E obscurece seus dias.

Inglório mundo;
Calado pelo sofrimento impiedoso,
Compartilhando do absoluto silêncio em suas horas.

Molha suas águas;
Arde seu fogo.

Gira, o mundo.

Mata.
Humilha.

Gira, por não saber parar;
Gira, por não saber viver.

Gira, arruinado.

Ao mundo, às moscas;
E seus fantasmas a apodrecer juntos à luz.

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