
Tarde cinza;
Dia cinza.
E borboletas ainda em cena.
A vida segue assim, sem graça ou cor.
Felicidade desbotada, aquela de antes,
Confundida com tristeza.
Análogo estado;
Deprimente, até.
A graça se foi e ainda se vai,
Como cores daquela velha aquarela.
Um sorriso, pintado à óleo:
Desfigurado,
Gravado num quadro de recordações esquecidas,
Prisão dos bons momentos.
E a perspectiva que inexiste.
A vida, assim, sem cor,
Trajetória não-linear de fatos.
Vidas em preto-e-branco,
O passado aqui, sempre presente,
Desenha-se em traços firmes.
No horizonte,
Borboletas em cores nunca vistas
Em suave vôo.
Tarde cinza;
Dia chato.
Incolor calmaria.









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