terça-feira, 29 de março de 2011

Vida Só


Andava, o homem.

Sem rumo
Ou pés sãos,
Em seu inferno particular, lá estava.

Trôpego, simplesmente,
Deixando-se sofrer um pouco mais,
Viver um pouco menos,
Calar seu medo.

E chorava, o homem.

Rosto sujo de dor,
Corpo maltratado pela vida,
E mente entorpecida, quase livre.

A morte, de longe,
Vestida de pobre criança ingênua,
Com a mão estendida, dando-lhe um adeus.

O nada o inspira
Porque o nada quem o teve,
E no nada, ele se perde.

Anda;
Chora;
Vai-se...

Desentendido, aquele homem;
Incompreendido;
Mal visto.

Cansado da vida.
Cansado de tudo.

Sozinho, necessariamente.

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