sexta-feira, 11 de março de 2011

Repetível Regresso


Apenas te olhei,
E a última lágrima escorreu rosto abaixo.

Rio de lembranças que me percorre;
Memórias tristes e felizes se mesclando,
E o alívio e a dor se tornando incompreensíveis.

Segundos de morte ou vida.
Amor que não se entende.

A perfeita imperfeição que tanto nos preenche.

Meus lábios, sedentos pelos teus:
Encontram-se,
Estranham-se,
E se unem uma vez mais.

Nossa incerteza, que nos aproxima e nos separa,
Como a dependência que temos um do outro,
Perpetua-se a cada nascer do sol,
Vai-se a cada emoção intensa e imprevisível.

Injustos que somos,
Até a nós mesmos.

E depois de me negares,
Tu me chegas,
E me afeiçoas.

Secas meu sofrimento
E me tens novamente por inteiro,

Como eu a ti.

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