sábado, 19 de março de 2011

Infrutuoso


Frutos secos a enfeitar o chão.
Caídos, após a inútil espera;
Mortos, após o frio que tanto lhes foi dado.

Frutos, antes perfeitos aos mais sensíveis olhos
E ao mais fino paladar;
Hoje entregues à depressora putrefação.

Pisados por quem se esperava apreço.
Crescidos, não para estas bocas.

D'uma semente certa num lugar errado,
Eis que nasceram;
E na vã esperança, padecem.

Frutos maduros,
Frutos do desgosto.

Vento e árido solo a desenhar seu túmulo
E suas próprias flores a acompanhá-los.

Pobres frutos,
Desnecessariamente mortos.

Despencam comigo.

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