segunda-feira, 7 de março de 2011

Bloco da Solitária Alegria


E, de repende,
A banda ressoa suas marchinhas,
E as pessoas sorriem, livres da sobriedade.

Ao menos em um 'por enquanto'.

Dançam, desritmadas sobre palcos vastos,
E abraços e beijos interrogantes perduram, uma vez mais,
Mesclando bocas antônimas de outrora.

No salão dos bobos,
O espetáculo dos tolos,
A ilusão da falsa alegria.

A mente que nos mente:
Devaneios curando a dor, ainda que efêmeros.

E no Bloco da Solitária Alegria,
As mágoas e pesares se vão,
E todos somos Pierrots, Colombinas, Arlequins.

E todos somos amigos,
E todos somos palhaços.

Carnaval de iguais,
Assim parece.

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