segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Angélico


Após o céu,
Chão duro e gélido.
Vida real.
Mundo real.

Anjo,
Caído sob penitência divina;
Difamado por si mesmo,
Ausente de fantasia.

Guia-se, não mais por asas,
Por instintos, antes recebidos;
Suspeitos, noutrora.

Anjo,
Mudo e ouvinte,
Seguidor tão somente de si;
Acolhedor de dores e algum resquício de mágoa.

Preparado, enfim,
Para a realidade;
Esperança, medo ou desejo.

Auréola jogada, perdida;
Asas arruinadas, entregues ao vento.

Anjo do estrangeiro;
Anjo do mundo falsídico.
Impuro,
Tentado e insinuante.

Mais humano que sempre;
Tão anjo quanto qualquer um.

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