segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Acaso


Olhei de lado e vi a felicidade.

Vestida de branco,
Sorriso na cara,
Olhos reluzentes,
Encarava-me.

E me hipnotizava.
A doçura de um beijo não fosse pouco, afinal.

Convivência conturbada que tivemos,
Estremecida por acasos,
Por meu medo do outros
E de mim mesmo.

Eu e a felicidade,
Na recíproca de um olhar,
No desejo de um abraço,
Separados por alguns passos.

Curtos passos separados por um abismo de desconfiança.
Dor que a tanto me afligiu.

Entrega-me a mão com um aceno.
Corre.
Chama-me.

E pulamos,
Eu e a felicidade.

Ela de branco,
Eu, dela.
Sorriso na cara,
Mãos dadas,

E eternidade ainda por vir.

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