quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Ano Que Vem


-Beijos e abraços a todos,
E entregou-se ao mundo.

Medíocre vida que tanto o maltrata;
Cruéis pessoas que há tanto o entristecem.
Insano mundo de pecado e egoísmo,
Saciando apenas sua sede de prazer e falsos sonhos.

Frio, rancor ou dor.
Brio, cor e amor.

Desejo de alegria desalmado por receio;
Desarmado na covarde ilusão do perfeito.
Álcool para a mente.
Cama para o corpo.

Dias,
Meses,
E um último brinde.
Tôla e persistente esperança.

Ano que vem já veio
E o aproveitou.

Jogou-o fora,
Fez-se ser esquecido
E voltou para lhe cobrar o pouco que sobrou.

-Beijos e abraços a todos.

E mais uma peça pregada pela vida.

Seus sonhos, antes sonhados por outros.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Leve Saudade ou Leve-me a Saudade


Só uma data, talvez.
Uma noite,
Umas horas
Saudade terrível a me acompanhar.

Enquanto meus lábios mascarando sorrisos,
Palavras de carinho adentrando em meus ouvidos.
Palavras de outros para outros.

Minha dor,
Só minha.
Que tanto quis,
Só para mim.

Distância que me separa do resto de meu eu,
Força de agora e sempre.

Rostos me sorriem em resposta,
Não sabendo do mal que me aflige,
Fazem silenciar minha voz frente ao arrependimento.

Dor opcional.
Saudade corrosiva.

E um 'até logo' como compensação.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

(Re)Encontro


Voltei, amor.
Voltamos da dor.

Preparas teu corpo.
Guarde-me em teus braços levemente aquecidos;
Apóie meu rosto feliz sob teus ombros;
Enxugue esta minha lágrima de alegria.

Beija-me,
Como se fosse nosso último beijo;
Sinta-me,
Como se fosse a última batida de seu coração.

Esqueça do mundo, amor.
Ele esquece de nós
Viva comigo intensamente.

Segure minha mão,
Caminhe ao meu lado pelo tempo e pela vida.

Sorria.

E beije-me um pouco mais;
Afague-me um pouco mais;
Ame-me um pouco mais.

E compartilharemos o calor da eternidade,
Esta que nos foi reservada.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Dolor


Veio a dor.

Temporal do fim dos tempos,
Arrancando de meu peito a alegria de dias atrás,
Toda esperança,
E a graça da vida.

Veio a dor aliada à culpa.
O passado me cobrando seu preço.
Caro, tão caro que talvez não possa pagar.

Veio a dor aliada ao medo.
O frio da solidão que me congela e me faz tremer,
Paralisando meus movimentos
E meus pensamentos.

Grito seu nome.
Imploro.
Desespero-me.
Abismo escuro e profundo, esse.

Veio a dor aliada ao seu rancor.
Ignora-me.
Cala-me.
E tenta me esquecer.

Dor.
Essa que me maltrata.
Deixa-me lições.

Alegria,
Esperança,
Graça, que se foram.

Fica a dor.

E as nossas recordações que me fazem acreditar.

Não um 'adeus',
Mas um 'até logo.'

- Leva contigo meu coração
E devolva-me quando voltar.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cumprimento Póstumo


Lá se ia o futuro...

Sem me olhar,
Sem me guardar,
E nem ao menos me dar um 'adeus'.

Não me perguntou como estava;
Não me perguntou se queria;
Apenas se foi, levando consigo seu desgosto,
E aquela tristeza profunda que sempre o (de)tinha.

Eu,
Sozinho,
Sem futuro,
Sem presente

Só com o mundo.
E o lamento dos fracos.

Virou na última esquina,
Tombando em si mesmo,
Sem um rumo certo, talvez.

Dúvidas de toda uma existência.

Meu futuro, de fato.
Incerto,
Reticente...

Não se foi, afinal.

Apenas segue em círculos,
Ao meu redor,
Temendo a si próprio.

No fim, não fora a falta de um adeus...
Só um 'olá' confuso, desconfortável e receoso.

Fututo inexistente, até.
Não gerado ou morto e sepultado.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Acaso


Olhei de lado e vi a felicidade.

Vestida de branco,
Sorriso na cara,
Olhos reluzentes,
Encarava-me.

E me hipnotizava.
A doçura de um beijo não fosse pouco, afinal.

Convivência conturbada que tivemos,
Estremecida por acasos,
Por meu medo do outros
E de mim mesmo.

Eu e a felicidade,
Na recíproca de um olhar,
No desejo de um abraço,
Separados por alguns passos.

Curtos passos separados por um abismo de desconfiança.
Dor que a tanto me afligiu.

Entrega-me a mão com um aceno.
Corre.
Chama-me.

E pulamos,
Eu e a felicidade.

Ela de branco,
Eu, dela.
Sorriso na cara,
Mãos dadas,

E eternidade ainda por vir.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Médias Mentiras


Ri de você
E tive pena,
É bem verdade.

Segredos seus, guardados à sete chaves,
Não revelados,
Mas descobertos.

Mentiras suas,
Não reveladas por mim,
Mas abraçadas ao meu rancor.

Fecho meus olhos,
Abrindo-os no momento certo.

Médias mentiras, parecem-me.

Mentiras que não sabes que sei.
Nem que senti.

Sem escândalo.
Sem dor.
Sem nada.

Apenas observo
Pegares a corda e te enforcares.

Apenas o silêncio.
Só guardo.
Só isso.

Até o momento certo,
So guardo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Trágico Destino Musicado


Vamos ver até onde, então
Até onde vamos, ó menina ?

Até a ponte, paixão ?
Ou, quem sabe, só até a esquina.

Fácil, não é.
Paciência, dor, angústia, amor
Ou fé?

Ter não te tendo não me leva a crer,
Falso consolo, talvez,
Ou certamente falso poder.

Até onde, ó menina?
Minha menina.
Até onde?

E minha boca na tua, desfez-se,
Extinção do nosso desejo.
Maculado por nós e pelo medo.

E até onde, menina?
Até onde vamos?
Bem assim, como estamos ?!

Fé, até.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fim do mundo


Acredito no mundo,
Não nas pessoas.

Pelo que vejo,
Pelo que sinto,
Pelo que choro.

Mundo belo, de fato.
Pessoas belas, idem.

Mendigos e executivos,
Comendo o pão amassado pelo diabo,
Endeusando meros pedaços de papel.

E suas crianças,
Elas também.
E sorriem, ainda sim,
Para, depois, não mais.

Planeta terminal.
Sociedade tôla.

Apenas observo,
Enquanto o cheiro de morte e tristeza pairam
E os lamentos de nada mais servem.

Mão erguida.
Polegar para baixo.

Acredito no mundo,
Não nas pessoas.
Planeta terminal.
Sociedade tôla.

Fim.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sobre Marias


Maria,
Maria como tantas outras:
De choro, luta e ira.
Apenas vivia.

Necessidade, talvez.
Talvez opção.

Maria,
Concebida da sorte e da dor,
Alegria de olhos paternos,
Desejo de braços maternos,
(Sobre)Viveu antes mesmo de nascer.

Com seu sorriso de anjo,
E sua mente pura,
A tal Maria.

Maria,
Que de Deus tinha a piedade
E dos homens, a força,
Não pensava no futuro.
Mas, por ele, era pensada.

Sofria,
Calava.
E feliz por tão pouco.

Maria,
Que segurava minha mão,
Meu sorriso possuia.

Boa filha.
Boa irmã.
Boa esposa.
Boa mãe.

Maria,
Uma maria como tantas outras:
Vítima do acaso.

Apenas vivia,
A tal Maria.



*Dedicada à minha mãe e minha irmã, marias como tantas outras, que sofrem, lutam e sorriem.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Maturidade


Adultos se resolvem, afinal de contas...

Afinal de contas, são adultos.
Conhecem a verdade deles próprios,
Conhecem a diferença entre o sorrir e o chorar.

Vivem o mundo real.
Sonham o mundo perfeito.

Adultos se resolvem, afinal de contas...

Afinal de contas, preservam sua leis.
Respondem por seus atos,
Respondem, certos ou errados.

Crescem, gabando-se do poder que têm
Ou do que juram ter;
Da inteligência que têm;
Do respeito mútuo que guardam.

Adultos se resolvem, afinal de contas...

Há muito se resolvem,
Basta ver o céu, a vida, a riqueza, o amor.
Que mundo perfeito seria.

Adultos se resolvem,
Afinal de contas, são adultos.

Adultos felizes.

 
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